Colunistas

Motociclismo e a Sociedade

Uma pequena reflexão sobre a situação monetária do Brasil

O que nós motociclistas temos a ver com isso?


13/06/2017 10h57

É do conhecimento de todos nós que desde a Roma e a Grécia antiga, quando aqueles impérios iam mal financeiramente, os seus imperadores, ou reis, iam buscar o equilíbrio das finanças de seus governos, arrancando dinheiro do bolso do povo, através de aumento nos produtos controlados pelo governo, bem como a criação de novos impostos, além do aumento dos impostos já existentes, sem contar com o aumento nas fiscalizações de todos os serviços e comércio geridos pela iniciativa privada.

Como também é do nosso conhecimento, através das mídias que a situação financeira de nosso país está pra lá de caótica, e em nenhum momento essa mesma mídia nos dá conta que as nossas autoridades estão buscando soluções diversas daquelas que os antigos impérios gregos e romanos utilizavam. O que estamos assistindo é o festival de aumentos, na energia, na gasolina, nos alimentos e etc. E assim vai ser no decorrer de todo esse ano.

Alguns de vocês, devem estar se perguntando: O que nós motociclistas temos a ver com isso? Estou apenas tentando alertá-los que nessa busca de dinheiro, a fiscalização em cima dos motoristas e motociclistas deverá recrudescer muito.

Por nos utilizarmos de um veículo de tamanho reduzido em comparação com os automóveis sempre buscamos algum cantinho de calçada, ou pequenos espaços nas ruas para estacionarmos nossas máquinas. Em época de vacas gordas, ou seja, quando os governos estão bem financeiramente isto não seria problemas, mas pela crise que o Estado está passando, esse tipo de estacionamento será um prato feito para a fiscalização. Fiquem espertos.

Quem é motociclista estradeiro, sabe bem que em função de nosso principal modal de transportes ser o rodoviário, nossas estradas são infestadas de caminhões, e nas nossas viagens, muitas vezes nos deparamos com aquela enorme fileira de caminhões, e ainda em função de nosso tamanho e rápida mobilidade, arriscamos ultrapassagens em faixa contínua, e normalmente nos damos bem. Mas a partir de agora temos que ter muito cuidado com essas ultrapassagens, em primeiro lugar pela nossa segurança física, mas também cuidado com o nosso bolso, pois não tenho dúvida que as fiscalizações serão mais intensas nas estradas. E não esqueçam que as multas tiveram os seus valores muito bem majorados.

Não podemos de deixar de citar o tráfego pelos acostamentos que muitos de nós utilizamos nos imensos engarrafamentos que encaramos em nossas viagens, que serão bem monitorados pelas autoridades, não com fins educativos ou pedagógicos, mas apenas com intuito arrecadatórios.

Tenho observado em minhas andanças pelas nossas principais rodovias algumas aberrações nas sinalizações, que sempre me pareceram propositais, sempre com o intuito de arrecadação. Dentre as inúmeras aberrações citarei a mais estranha, que sugiro começarem a observar, se é que já não notaram: As vezes encontramos em uma rodovia qualquer uma placa de velocidade limitante em 100 km, logo em seguida sem qualquer motivo, aparece outra placa, limitando a velocidade em 60km, não havendo curva, ponte, travessia de pedestres, ou melhor nada, é uma reta.

Isso é esculhambação, ou motivo de nos arrancar dinheiro com multa por excesso de velocidade.

Bem, meus queridos leitores, não estou dizendo com esta crônica que nós motociclistas somos, ou fomos até hoje rebeldes, não cumpridores das regras de trânsito. Quero apenas reforçar que em função da mobilidade e dimensões de nossos veículos, temos diversas facilidades de locomoção e estacionamento que os veículos de quatro rodas não possuem. Mas alerto que, em função dessas características, passamos a ser alvo fácil de achaques e multas.

Sejamos sempre cumpridores das normas e regulamentos de trânsito, e agora, com mais atenção, pois de acordo com o velho ditado: A parte do corpo humano que mais dói quando atacado é o bolso.

Sonivaldo Vieira Leite
13 textos publicados

67 anos, Casado, Pai de 5 filhos, Engenheiro de Vôo Aposentado, trabalhou na Varig por 39 anos, Motociclista desde 1.972 ininterruptamente. Atualmente possue uma Fat Boy e uma Street Glide ambas 2015 e integrante do Moto Clube Águias de Ouro

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