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A big trail ganhou um estilo bem mais moderno, além de um motor bi cilíndrico de 1.199 cm³ e 109 cv de potência.
| Fotos Yamaha/Divulgação |
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Descontinuada em 1996, a Yamaha Super Ténéré era uma daquelas big trail que traziam aventura no nome, no caso o famoso deserto de Ténéré, no Níger, um dos piores trechos do saudoso rali Paris-Dakar. Após antecipar um curioso conceito no Salão de Tóquio em outubro de 2009, a marca do diapasão finalmente revelou a reedição moderna da moto.
E bota moderna nisso. No lugar do antigo monocilíndrico 750, a nova big trail ganhou um bi cilíndrico twin de 1.199 cm³ e refrigeração líquida, que gera 109 cv de potência a 7.250 giros e estúpidos 11,6 kgfm de torque em baixas 6 mil rotações, administrados por um câmbio de seis marchas. A transmissão final é por eixo cardã. Deve ser o suficiente para superar qualquer duna pelo caminho, ainda que o conjunto da moto pese saudáveis 261 kg.
O grande tanque de quase 23 litros – 22,9 l – deve manter a moto bem alimentada durante longos trechos. E as suspensões totalmente reguláveis prometem robustez com conforto de rodagem. Os freios são a discos duplos na frente e simples atrás e atuam de maneira combinada, além de contar com o providencial auxílio do ABS. As rodas são aro 19 na frente com pneus de uso-misto 110/80 na dianteira e 150/70 aro 17 na traseira.
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A Ténéré se sente a vontade mesmo em cenários mais desolados |
O longo para-brisa ajustável e os faróis duplos (que podem receber a ajuda de faróis auxiliares) são duas características apreciadas pelo público desse segmento, tal como o painel com conta-giros analógico e mostrador multifunção digital, daquele tipo que não sonega informações. A concorrência também evoluiu, com o predomínio da linha GS da BMW, além da Honda Varadero, Suzuki V-Strom 1.000, KTM 990 Adventure, dentre outras. Um segmento que evoluiu desde a saída da Yamaha, mas que deve testemunhar mudanças trazidas pela reencarnação da Ténéré.
Reportagem: Julio Cabral
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