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KTM 390 Duke tem atributos que justificam o adjetivo "premium" e o preço de R$ 23.990 Renato Durães / INFOMOTO (Foto: Renato Durães / Agência Infomoto )

Novidade

Nova KTM Duke 390 fica mais bonita e divertida de pilotar

Compacta premium da marca austríaca tem design atraente e painel digital “conectado” por R$ 23.990


Arthur Caldeira / INFOMOTO

Agência Infomoto

10/08/2018 09h29

De longe já se nota que a KTM 390 Duke 2018 é bem diferente da geração anterior. O novo e elegante design, inspirado na 1290 Super Duke da marca austríaca, faz ela parecer uma moto de maior capacidade. Com itens top de linha na ficha técnica e um novo painel digital que se conecta ao smartphone, a compacta 390 Duke tem atributos que justificam o adjetivo “premium” e o preço de R$ 23.990.

Mas além do design atraente, a nova 390 Duke recebeu diversas melhorias que vão de suspensões progressivas, assento mais confortável e uma ergonomia revista, passando pelo tanque maior e o acelerador eletrônico. Novidades que mostram como a KTM refinou sua naked compacta, deixando-a mais amigável no dia-a-dia e divertida para um passeio no final de semana.

Atraente e confortável

A mudança mais perceptível foi no design. A 390 Duke ganhou um farol pontiagudo em LED, um novo quadro na cor laranja e subchassi branco, ambos em treliça; LEDs também estão presentes na lanterna traseira e nos piscas. As carenagens estão maiores e acomodam um tanque com capacidade para 13,4 litros – 2,4 litros a mais do que no antigo modelo.

Ao subir na moto, a posição de pilotagem – e não apenas o visual – remete à 1290 Super Duke. O assento ficou mais largo na parte de trás e estreito na frente, o que melhorou o encaixe das pernas no tanque. As pedaleiras foram elevadas e o guidão ficou mais alto e recuado. Com isso, o piloto assume uma posição agressiva, o que aumenta a sensação de controle e a diversão ao guidão. Destaque para os manetes – embreagem e freio – que contam com ajuste de altura.

Mas o novo painel digital que chama mais atenção. Com tela colorida de TFT de 5 polegadas, tem contraste variável, ou seja, muda do fundo branco para o preto quando está em um ambiente com pouca luz, e traz diversas informações, além de ser possível espelhar o smartphone.

Para isso, é preciso baixar gratuitamente o aplicativo “KTM My Ride” no smartphone (Android ou iOS) e pronto: em poucos segundos pode-se fazer a conexão Bluetooth com o aparelho. Mas, atenção, as funções são mais limitadas do que nas motos maiores, que usam uma versão paga do app. Não há o sistema de navegação, mas ainda assim é possível saber o nível de bateria do celular, controlar as músicas ou receber ou recusar chamadas direto no painel.

Para navegar no painel existe uma espécie de joystick no punho esquerdo, que é fácil de usar e ainda é retro iluminado, isto é, tem uma luz interna que facilita a visualização mesmo à noite. Entretanto, para ouvir sua playlist preferida será preciso ter um intercomunicador Bluetooth com fones no capacete. Mesmo assim, é uma função exclusiva da 390 Duke na categoria de compactas premium.

Aceleração eletrônica e linear

Na hora de dar partida, outra surpresa: a 390 Duke tem sistema “easy-start”: não é preciso segurar o botão, basta apertá-lo uma vez que o monocilíndrico desperta. Com refrigeração líquida, duplo comando no cabeçote (DOHC) e 373,2 cm³, o motor manteve os bons 44 cv de potência máxima a 9.000 rpm, mas o torque de 3,77 kgf.m agora chega a 7.000 giros, 250 rpm antes do que no modelo anterior.

Na ficha técnica, o desempenho não mudou muito. Mas, na prática, o monocilíndrico parece que entrega potência de forma mais progressiva e oferece mais torque em baixos e médios regimes - corrigindo um “defeito” da antiga 390. Tudo graças ao novo acelerador eletrônico (ride-by-wire) e a uma central eletrônica reprogramada.

Com isso, ficou bem mais confortável rodar com a nova 390 Duke. Não é preciso manter os giros lá em cima, quando o motor de um cilindro vibra mais. Dá para rodar na cidade em quarta marcha a apenas 3.000 giros na boa, ou acelerar até a faixa vermelha de 10.000 rpm em segundos. O câmbio de seis velocidades tem embreagem deslizante, que deixa o manete macio de operar, embora o encaixe das marchas não seja assim tão preciso.

Em nossa avaliação, respeitando os limites das vias, o consumo variou entre 25,4 km/l a 26,7 km/l – uma marca muito boa pelo desempenho que oferece. Com o tanque de maior capacidade (13,4 litros), resultaria em uma autonomia superior a 300 km.

Foguete nas curvas

Não é exagero afirmar que a nova 390 Duke é melhor em todos os aspectos. Se na cidade está mais confortável rodar com a naked; na estrada ficou ainda mais divertido.

A nova geometria do quadro reduziu o entre-eixos em 10 mm e o trail em 5 mm: o resultado é uma moto mais ágil nas curvas, mas sem perder a estabilidade nas retas. Mesmo chegando perto da velocidade máxima, que fica em torno de 160 km/h.

As suspensões também mudaram. Ambas da WP, marca que pertence à KTM, elas proporcionam um amortecimento melhor nas esburacadas vias urbanas. A sensação de “moto dura” que a antiga 390 Duke tinha acabou – vale dizer que o banco mais amplo e macio também ajudou.

O garfo invertido na dianteira tem tubos de 43 mm de diâmetro, como nas motos maiores, mas sem ajustes; na traseira o monoamortecedor fixado diretamente à balança de alumínio oferece ajuste na pré-carga e ganhou mola progressiva. O conjunto da grife WP mescla bem conforto com esportividade.

Em uma estrada sinuosa, mostra sua eficiência: a 390 Duke inclina nas curvas como uma naked esportiva. Os novos pneus Pirelli Diablo Rosso II radiais (nas medidas 110/70-17, dianteira; e 150/60-17, na traseira) contribuem para a sensação de segurança.

Os freios também foram aprimorados. O disco dianteiro passou de 300 para 320 mm e é mordido por pinça radial ByBre (subsidiária indiana da Brembo) de quatro pistões, que oferece uma frenagem muito eficiente para parar os 149 kg a seco (10 kg a mais que a antiga). Na traseira, um disco simples com pinça flutuante.

O toque “premium” fica por conta do sistema ABS Bosch 9.1 MP de dois canais. Muito preciso e equivalente ao utilizado em modelos mais luxuosos, o sistema pode ser desligado e ainda oferece o modo “supermoto”, que deixa a traseira derrapar, mas evita deslizes na dianteira. O que já dá uma ideia de como pode ser divertido pilotar a nova 390 Duke em uma serrinha.

Vale a pena pagar isso em uma 390cc?

A nova KTM 390 Duke reúne todas as qualidades de motos menores, como baixo peso, agilidade e facilidade de pilotagem, com design atraente e equipamentos disponíveis apenas em modelos de maior capacidade. A compacta naked austríaca mostra que “cilindrada” não é tudo, embora muitos motociclistas brasileiros ainda olhem apenas a capacidade do motor.

Sabe aquele tipo de moto que dá vontade de sair para dar uma volta só porque ela é tão divertida que seria um desperdício ficar parada na garagem? E, ao mesmo, tempo também cumpre a tarefa de ser um meio de transporte para os deslocamentos diários. Pois, assim é a nova KTM 390 Duke.

Em uma viagem ida e volta até Santos (SP), no litoral, a potência do motor foi suficiente para acompanhar o ritmo mais rápido das retas na Rodovia dos Imigrantes, onde o limite é de 120 km/h. Na subida, a ciclística bem acertada permitiu deitar nas curvas da Via Anchieta sem medo.

Com o refinamento feito pela KTM o modelo deu um passo a frente das concorrentes, mas também ficou mais caro: R$ 23.990. A BMW G 310R tem preço sugerido de R$ 21.990 e a Yamaha MT-03 ABS sai por R$ 21.690. A diferença pode ser justificada pelo novo design, o farol e lanterna de LED, além do pomposo painel digital.

FICHA TÉCNICA

KTM 390 Duke 2018

Motor Um cilindro, DOHC, quatro válvulas com refrigeração líquida

Capacidade cúbica 373,2 cm³

Potência máxima 44 cv a 9.000 rpm

Torque máximo 3,77 kgf.m a 7.000 rpm

Câmbio Seis marchas

Transmissão final corrente

Alimentação Injeção eletrônica Bosch

Partida Elétrica

Quadro Treliça de aço

Suspensão dianteira Garfo invertido WP com tubos de 43 mm de diâmetro e 142 mm de curso

Suspensão traseira Monoamortecedor WP com 150 mm de curso fixado diretamente à balança

Freio dianteiro Disco simples de 320 mm de diâmetro, pinça radial ByBre com quatro pistões com ABS de três níveis

Freio traseiro Disco simples de 230 mm de diâmetro, pinça flutuante ByBre de um pistão com ABS de três níveis

Pneus 110/70 ZR17 (dianteira) /150/60 ZR17 (traseira)

Dimensões (CxLxA) Não informado

Altura do assento 830 mm

Distância entre-eixos 1.357 mm

Distância do solo 185 mm

Peso a seco 149 kg

Tanque de combustível 13,4 litros

Cores Branca e Preta

Preço sugerido R$ 23.990

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