Colunistas

Motociclismo e a sociedade

Muita tecnologia pouca atitude

Pedágios e moto assunto sempre polemico


15/01/2019 11h44

A moderna tecnologia nas motocicletas veio para ficar. É o freio ABS, o controle de tração, o piloto automático e diversos outros itens que vieram para dar mais conforto e segurança aos motociclistas, e isso é muito bem vindo. As indústrias fabricantes de motocicletas estão todas de parabéns.

Só quem não está de parabéns são os empresários da indústria que tem como objetivo a melhor circulação de veículos, inclusive de motos em todo o Brasil.

Como é do conhecimento de todos, os pedágios nas rodovias brasileiras tiveram como principal fundamento a melhoria de nossas rodovias, e por consequência a melhoria do trânsito naquelas rodovias pedagiadas, e não podemos negar que a partir daí houve em algumas de nossas estradas sensíveis melhorias, mas ainda há muito a fazer. E não podemos esquecer que os pedágios brasileiros estão entre os mais caros do mundo. Em função desses altos valores cobrados, as nossas rodovias pedagiadas deveriam estar também entre as melhores do mundo, coisa que não acontece.

Na esteira dos pedágios vieram os “Tags ou Stickers”, que são dispositivos que proporcionam a passagem dos veículos pelos pedágios sem a necessidade de parar, e como fundamento para a criação desses dispositivos foi agilização da passagem dos veículos pelos pedágios, e como consequência a diminuição dos engarrafamentos nas praças de pedágios e rodovias.

Várias empresas, tais como a “Auto Expresso, a Conectar, a Onda Livre, a Passe” dentre outras criaram os “Tags”. Entretanto, não tenho conhecimento que nenhuma delas tenha pensado nos motociclistas, pois nenhuma criou dispositivo para facilitar a nossa vida, ou seja, não fomos merecedores desse benefício, fomos desprezados.

Isso quer dizer que, quando o motociclista chega nos pedágios todo paramentado, com o casaco de couro, capacete, luvas e etc, tem que obrigatoriamente parar, tirar as luvas, o que é mais complicado no calor, pois as mãos estão suadas, e quando chove, piora um pouco mais, pois com as mão molhadas as luvas caprichosamente se recusam a sair, depois enfiam a mão no bolso para buscar o dinheiro, e o funcionário de pedágio as vezes pergunta, angelicalmente: “O Senhor por acaso tem quinze centavos? E com a agravante que todos os automóveis que estão atrás do motociclista se sentem muito incomodados com a demora, como se o motociclista fosse o culpado.

Fazendo uma pesquisa na Internet, descobri que, por exemplo, na Itália existem “Tags” para motos. Eu não sei qual o motivo ou motivos pelos quais aquelas empresas citadas acima não disponibilizam esses dispositivos para motociclistas. Mas tenho certeza que é possível.

Simplesmente a título de elocubração: Será que nossos empresários não querem ganhar um pouco mais de dinheiro? Será que as leitoras dos “Tags” nos pedágios brasileiros possuem uma altura padrão que impedem a leitura dos dispositivos em diversas alturas? Será que é a possibilidade do roubo dos “Tags” em função da externalidade das motos? Eu não sei, mas seja qual for o motivo, no meu modo de ver, são todos contornáveis, bastando para isso produzir os dispositivos como se fosse um “button” com adesivo dupla face para que o motociclista possa fixa-lo num local que a altura seja compatível com a leitora do pedágio, como por exemplo: No capacete, no casaco de couro, ou mesmo nas bolhas das motos que as possuam. E que após o uso, o “button” possa ser guardado fora da moto, evitando o roubo.

Repito que não identifico o motivo, isso não quer dizer que as empresas queiram prejudicar propositalmente o motociclista, Eu apenas não consigo identificar qual seria o motivo, ou motivos. Mas se existe em alguns países do mundo. Porque não aqui?

Enquanto isso, vamos passando pelos pedágios da vida, fazendo com que os condutores dos demais veículos percam tempo nas praças de pedágios e o motociclista pague o pato. Como “ROLHA DE PEDÁGIO”

Sonivaldo Vieira Leite
23 textos publicados

69 anos, Casado, Pai de 5 filhos, Engenheiro de Vôo Aposentado, trabalhou na Varig por 39 anos, Motociclista desde 1.972 ininterruptamente. Atualmente possue uma Road King 2017 e uma Fat Boy

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